16.2.16

Em modo: Desapego!

Até há pouco tempo era mais apegada.
(Quase) todas as pessoas me pareciam boas pessoas, todas as paixões e amores me pareciam eternos, as amizades eram as melhores do mundo (e nunca falhavam), guardava tudo numa caixinha, guardava tudo no coração, cartas, papelinhos, pacotes de açucar... enfim... um sem número de coisas que fazia e que com as chapadas da vida que dei e que levei, fui passando a relevar e a ignorar.

A nossa capacidade de adaptação à mudança é inimaginável e desconhecemos por completo as nossas forças até precisarmos realmente delas.
O desapego custa (custa tanto!), mas ajuda a ultrapassar obstáculos, a deixar que a nossa vida mude de rumo (ou não), a deixarmos de sofrer com tudo o que nos dizem, a deixar que vivamos em função do presente e não presos ao passado nem ansiosos com o futuro.
Acredito piamente que depois do vento pode ainda vir a tempestade, mas depois de tudo o que parece mau, vem seguramente um céu azul cheio de sol ou uma lua cheia daquelas de perder o fôlego.

Pode demorar, pode estar bem guardado num futuro que desconhecemos, mas se acreditarmos, acreditarmos muito, iremos certamente conseguir alcançar o nosso objectivo.
Sem medos, sem culpas, deixar ir, deixar partir, fluir, soltar, entregar, viver sem expectactivas no futuro.

Ir, simplesmente.

Um beijo

M


Post adaptado:"Desapego" escrito e publicado aqui a 5 de Novembro de 2014 






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