2.2.17

A mãe que sou...

A mãe que sou é a melhor que consigo ser.
Muitas vezes me questiono se estarei a desempenhar bem o meu papel, se estarei a educar os meus filhos no bom caminho, se a paciência que me falta tantas vezes os poderá influenciar no futuro ou se a lei da compensação que tantas vezes aplico pelas horas tardias a que chego a casa, não será só por si um mau príncipio.
Por vezes gostava de largar tudo e dedicar-me a 100% à profissão de mãe.
Por outro lado sei que não aguentaria nem um minuto porque não faz parte da minha natureza.
É um misto de sentimentos quando chego a casa e só me apetece pô-los na cama, depois de lhes enfiar uma sopa goela abaixo para ter um momento de sossego. É um egoísmo imenso e uma sensação avassaladora porque tempo não perdoa, mas mãe e pai também são homem e mulher e antes da condição que nos muda para todo o sempre, a vida também existia.
O tempo não volta atrás e o meu pré-adolescente mais pré-adolescente fica com o nascer do sol e o meu Micas bebé que já não é um bebé e eu não tenho dado por isso.
Sei que a mãe que sou é a melhor que consigo ser nesta fase da minha vida, mas gostava de não gritar logo pela manhã. Gostava de não acordar stressada e perdida com dores de cabeça. Gostava de acordar como eles! A sorrir todos os dias, cheios de energia e com tempo, porque o tempo deles é diferente do meu... O deles demora e demora!
Este malabarismo da maternidade é duro.
Esta tarefa fascinante que é mil vezes melhor do que imaginava, é um verdadeiro desafio todos os dias.
Tenho amigos e amigas sem filhos que me perguntam (muitas vezes) se não durmo.
Durmo sim! Durmo é muito pouco, e esta capacidade adquire-se depois dos filhos nascerem (e com o avanço da idade, diria eu).
Passamos de um sono profundo para um estado zen intermédio que nos faz abrir os olhos porque respiram fundo ou mexem o dedo do pé no quarto ao lado.
Acordo só porque sim! Acordo só porque não é costume dormir uma noite seguida e quando isso acontece desperto e vou ver se estão bem!
(Exato... vou ver se estão bem...)
Perguntam-me também se os meus filhos dormem muitas vezes connosco.
Sim, dormem. Por preguiça. Porque dormir é bom!
Nas noites em que dormimos os quatro e conseguimos descansar 7 horas seguidas, são dias que rendem muito mais e onde sorrimos sem as rugas marcadas pelo sono. Além disto, no fresco das noites é bom sentir as crias aninhadas num calor que não se sacode do corpo, mas pelo contrário, se entranha no coração.
A mãe que sou é a melhor que consigo ser e creio que, até ver, não me tenho saído mal.

Um beijo
M♡ 







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