6.3.16

Estas semanas...

A última semana e meia foi dedicada exclusivamente ao Duarte e à sua recuperação. 
Por cá andaremos, pelo menos, mais duas.
Os dias de internamento foram muito intensos mas não menos do que estes que estamos a ter em casa. 
Veio algaliado para casa. Não pode correr, saltar, jogar à bola e acima de tudo, não pode cair.
Podem imaginar a aventura que estamos a viver?!
Como é que se sossega uma criança saudável e que, apesar de tudo, se sente bem?
É difícil, mas lá vamos gerindo. Devagarinho. Com paciência.
As crianças têm uma capacidade enorme de adaptação e esse é sem dúvida o seu maior trunfo.   
As dores são atenuadas com brincadeira e com a presença dos pais e esse é o maior conforto que podem ter. 
O Duarte adormeceu no bloco operatório de mão dada e a olhar para mim e acordou comigo e com o pai ao lado. 
O maior medo dele não era a operação, as dores ou o hospital porque não tinha a mínima noção do que lhe estava a acontecer. O maior medo é o do abandono. Desde que os pais estejam por perto, eles sentem-se seguros e isso é a magia da inocência.
O Duarte tem 2 anos e nunca se irá lembrar do que aconteceu.
Já eu, nunca me vou esquecer e tenho dado comigo a pensar nos pais e mães que passam por derradeiras adversidades. Naqueles pais que transformam sonhos em esperança pela saúde e recuperação dos seus filhos. 
O que passámos, passou. Foi operado, está a recuperar e regressará à vida normal em breve. 
E aqueles país que não têm luz à vista?!
Aqueles pais que não vivem, sobrevivem?! 
E aqueles pais que se vêem confinados a quatro paredes de um hospital sem data de regresso ao conforto do lar?!
Bolas. . . isto é que são adversidades!

Não sei se anda por aqui alguma mãe ou pai a passar dificuldades com a saúde dos filhos... Para esses pais deixo aqui um beijo enorme e muita força. 
Nós por cá estamos bem.
M♡

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